Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Delimitação do Centro-Histórico de Oliveira Do Hospital

 

   O Objectivo fundamental de qualquer acção de reabilitação desenvolvida sobre um edificio habitacional consiste em resolver os danos fisicos e a patologia construtiva e ambiental acumuladas ao longo dos anos, assim como introduzir, sempre que necessario, uma beneficiação geral.

   Outro objectivo igualmente importante consiste em assegurar a salvaguarda para as gerações vindouras, de todos os elementos com valor cultural e arquitectónica, maximizando também a reutilização de elementos preexistentes por razões ecológicas e de sustentabilidade ambiental.

   Os elementos com valor cultural e arquitectónico devem ser identificados e a sua preservação e o seu restauro devem ser considerados no âmbito do projecto de reabilitação a todas as escalas.

   De facto e antes de tudo o mais, uma intervenção de reabilitação começa por ser uma operação que visa a maior conservação possivel das diversas partes, elementos e materiais do imóvel sobre o qual incide.

   Face ao exposto, apresentam-se seguidamente alguns dos principais critérios que poderão ajudar a configurar uma estratégia técnica de actuação:

  1. Qualquer intervenção deve ser respeitar as caracteristicas tipológicas e morfológicas que marcam a arquitectura do lugar onde incide e integrar-se de forma harmoniosa na mesma.
  2. Todas as operações de reabilitação devem assegurar condições básicas de higiene, saúde, e conforto, proporcionando a adequada qualidade ambiental imprescindivel para o uso actual dos diferentes tipos de edificios como habitação, assim como garantir as imprescindíveis condições de segurança: estrutural, contra incêndio, contra intrusões e uso normal.
  3. Quanto maior for o grau de frofundidade de uma intervenção de reabilitação, maior deve ser o grau de conformidade com as exigências impostas nos actuais regulamentos da construção, assim como o grau de satisfação dos padrões qualitativos exigíveis, para uma edificação destinada a usos habitacionais.
  4. Toda a intervenção destinada a reparar deficiências deve contribuir para melhorar o desempenho da construção, dos espaços, dos equipamentos e das instalações nos edifícios sobre os quais incide.
    Não se deve permitir que os resultados destas intervenções resultem numa qualidade arquitectónico, funcional e construtiva inferior à preexistente.
  5. Deve promover-se o máximo aproveitamento possível dos diversos elementos e partes das construções antigas, antes de se prever a sua substituição por materiais e soluções técnicas mais modernas. Esta opção justifica-se sobretudo por razões de coerência construtiva, já que se verificam dificuldades efectivas de convivência entre as antigas e novas práticas de construção (por exemplo, os efeitos negativos decorrentes da introdução do betão armado em antigas alvernarias). Por outro lado, as antigas construções têm durabilidade comprovada por séculos de existência, enquanto certas soluções modernas possuem, muitas vezes, um desempenho ainda imprevisto e durabilidade muito menor.
  6. As evidências de carácter histórico detectadas no decorrer da intervenção não devem ser removidas ou alteradas, garantindo-se assim, o respeito pelo seu valor cultural, assim como defender a sua integridade física e a possibilidade de acesso futuro (quando não visíveis).
Por concluir...

publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 14:43
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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

Desabafo Ilógico. Dá que pensar não dá?

A Requalificação (e/ou Reabilitação) dos Centros Históricos (ou tão somente tradicionais...) em Nove Semanas e Meia!
1 - Substituir os pavimento em calçada à portuguesa por cubos ou paralelos em pedra... granito, "evidentemente"!
2 - Suprimir (do desenho) qualquer canteiro de flores com um desenho mais ou menos tradicional ("romântico"...) "fora-de-moda", excluídos, como estão, da (pouca) imaginação dos arquitectos, sob a tirania do "bom gosto" propalado pelas revistas internacionais da especialidade.
3 - Remendar o abate de árvores centenárias, com a plantação de raquíticas raízes (invertidas)... que nunca irão "vingar".
4 - Mandar os bancos tradicionais, onde as pessoas se sentavam, para o estaleiro , de onde, eternos cativeiros - e se os Deuses dos Arquitectos (ambos com maiúscula) assim o entenderem - nunca mais irão sair... ("ofertar" em "troca", desconfortáveis paralelepípedos, em... granito, "evidentemente"!)
5 - Seguir à risca todas as directivas dos especialista em trânsito, incluindo todas as rotundas "de que" os senhores, os ditos engenheiros especialistas, se "alembraram" de encaixar... no "papel"!
6 - "Pedonalizar" os arruamentos comerciais... (um clássico).
7 - Criar vastas praças (obras) "abertas" a todas as utilizações, mesmo que para isso tenham que inviabilizar as poucas actividade que lá decorriam... antes... (ou depois...) e na tradição dos vastos espaços abertos (open spaces) das praças que os históricos tiranos encomendaram para dominar a populaça!
8 - Ignorar qualquer "reacção", até porque... reaccionária.
9 - Em casos mais graves, e quando o "barulho" é muito... "invectivar" os críticos como atrevidotes e ignorantes (pobres-de-espírito) provincianos.
É claro, que à "adjudicação" do projecto, convêm um autarca autista e prepotente, para não lhe(s) chamar arrogante(s) ou coisas piores... como "energúmeno", que pelos vistos (ficam possessos...) dá direito... a "processo"!
Façam a vossa Moral!



publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 16:55
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

Cartoon de Natal!

Por favor... sê generoso!

publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 15:35
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Centro Histórico de Oliveira do Hospital

Fazer hoje uma incursão na zona antiga da cidade, com pitorescas construções centenárias, é dar de caras com um confrangedor abandono a que o espaço foi sendo votado.

A Câmara Municipal tem agora em curso um longo processo que visa a recuperação do centro histórico de Oliveira do Hospital.
Votada ao abandono durante décadas e décadas, a zona mais velha da cidade está hoje completamente decrépita e desertificada. Por entre um emaranhado de típicas ruelas em antiga calçada à portuguesa, predominam ainda muitas construções com a traça arquitectónica gasta por centenas de anos. Há belas fachadas e singulares pormenores da tradicional arquitectura beirã, como balcões e varandas de madeira, que agora se misturam com janelas e portas de alumínio colocadas em imóveis de construção recente que violam por completo a coerência arquitectónica do local.
Constituindo-se como uma das zonas mais desertificadas da cidade e sem qualquer tipo de atractivo que não seja o espólio que ali jaz ao abandono, a "parte velha" de Oliveira do Hospital é também uma espécie de "ghetto" com problemas de segurança e onde a catástrofe espreita ao dobrar de cada esquina.
Com aspecto abarracado, há imóveis que ameaçam ruir e sítios de difícil acesso, onde vive maioritariamente uma população, também ela envelhecida pelo tempo.
Nas cidades modernas, habituadas a cuidar do seu património, há já muito que estes espaços se transformaram em verdadeiros "ex-líbris" novamente repovoados. No Portugal atento, em Espanha e por essa Europa fora, já não há cidades sem centros históricos a imporem-se como pontos nevrálgicos da cultura, da animação e, especialmente, do "recordar é viver".
É aparentemente sob essa filosofia, que o Gabinete Técnico Local (GTL) – um gabinete criado no âmbito do Programa de Recuperação de Áreas Urbanas Degradas (PRAUD) – está a trabalhar com vista a dotar a Câmara de Oliveira do Hospital de "Planos Estratégicos de Salvaguarda e Valorização" dos centros históricos.


Num centro histórico constituído por 260 imóveis – o GTL tenta assim "captar o carácter urbano, a «alma do lugar», e perceber a dinâmica da transformação em curso".  Através este gabinete, pretende-se apresentar "estratégias, soluções e acções de intervenção" sempre na perspectiva da salvaguarda e valorização.


publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 15:20
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Património Construido. Conhecer melhor algumas das maravilhas do concelho.

Sem desapreço por tudo o que é património arquitectónico e natural, eis alguns exemplos das verdadeiras maravilhas do concelho: A Igreja Moçárabe de Lourosa, Capela dos Ferreiros, Centro Romano da Bobadela, Santuário de Nossa Senhora das Preces, Convento do Desagravo, Monte do Colcurinho e Vales do Alva e Alvôco.

Um conjunto de monumentos e património ambiental que, pela sua historicidade, significado e beleza continuam a marcar o presente e as épocas vindouras das gentes oliveirenses. Realidades díspares, com traçados genuínos inigualáveis, que nalguns casos, se têm vindo a adaptar aos tempos modernos.

 

Convento do Desagravo

O Convento do Desagravo, edificado no último quartel do século XVIII e, agora convertido, numa Pousada onde se vislumbra o fascínio do passado histórico de características arquitectónicas com o conforto dos tempos modernos. Para além do convento, também o espaço exterior oferece uma vivência conventual convidativa à contemplação e, uma vivência agrícola justificada pela fertilidade dos terrenos. Paralelamente, existe um conjunto de edificações anexas construídas em granito. Associada a todo o traçado arquitectónico está a história inerente à edificação do edifício e posterior uso e ocupação.

Agora pertença da Rede Hoteleira Pestana Hotels & Resorts, foi por licença do Bispo-Conde D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho que se fundou o Convento do Desagravo, a 19 de Agosto de 1780. Reza a história que a verdadeira fundadora e dinamizadora foi uma mulher do povo e analfabeta. Genoveva Maria do Espírito Santo, falecida a 31 de Dezembro de 1821, recolheu esmolas, não só no país como na corte refugiada no Brasil, aonde foi, tendo recebido jóias das mãos da Rainha D. Carlota Joaquina, que foram aplicadas na custódia, como o exame dessa comprova. Pelo espaço passaram as religiosas Dominicanas Contemplativas, tendo depois o edifício revertido a favor da Junta Geral de Província.

Desta, transitou para a Fundação Bissaya Barreto, que desenvolveu actividades de assistência infantil, através do centro de férias, denominado Ar e Sol. Depois de servir de alojamento aos desalojados das ex-colónias portuguesas, foi em Julho de 2000, que a Fundação Bissaya Barreto iniciou as obras de recuperação e adaptação do Convento do Desagravo a unidade hoteleira, hoje uma maravilha procurada pelos mais altos vultos da sociedade portuguesa e estrangeira. 

Monte de Colcurinho

Convidativo ao "turismo de contemplação", o Monte de Colcurinho situa-se no limite do concelho de Oliveira do Hospital, a uma altitude de 1242 metros. Pese embora a dificuldade dos acessos, este, é sem dúvida, um local privilegiado que deixa sem palavras quem ousa subir ao também considerado monte sagrado, onde se ergue a capela de Nossa Senhora das Necessidades. Diz-se que em dias de céu limpo se consegue ver o mar, mas a certeza é a de permitir a contemplação de um vastíssimo horizonte que se estende do Caramulo à Estrela, ou do Montemuro ao Açor.

Convidativo à realização de passeios pedestres, muitos têm sido os amantes da natureza que se aventuram numa subida nocturna ao ponto mais alto, para darem de caras com o nascer do sol. Descrevê-lo é impossível. Mais do que a observação do romper da aurora é o prazer de ver nascer um novo dia. Local agreste e inóspito é, sem dúvida, a maravilha que mais alto se levanta em terras de Oliveira.

De igual beleza se revestem os trilhos que conduzem ao local, não fosse a freguesia de Aldeia das Dez uma das mais ricas em património natural e, por isso, com enorme potencial turístico.

Santuário de Nossa Senhora das Preces

Enquadrado num ambiente de grande interesse paisagístico e ambiental e envolto por uma luxuriante vegetação, o Santuário – situado a 800 metros de altitude na localidade de Vale de Maceira - , para além de constituir um autêntico pólo de atracção ao turismo religioso, é indiscutivelmente, um local de rara beleza a que ninguém fica insensível. Conta-se que Nossa Senhora das Preces apareceu a uns pastorinhos no ano de 1371, no alto da Serra do Colcurinho, transformando-se rapidamente em local de peregrinação.

Em finais do século XVI ou princípios do XVIII, a imagem foi transferida para uma pequena ermida situada em Vale de Maceira, onde se viria a edificar a capela e o actual Santuário. À mercê da boa vontade que ainda resta a alguns voluntários, o Santuário tem, com o passar dos anos, vindo a padecer de alguma falta de atenção por quem tem a responsabilidade de o preservar. Vale-lhe a opulência do local e a riqueza natural, onde é possível contemplar uma imponente e verdejante arborização constituída por variadas espécies exóticas e algumas árvore seculares, e um conjunto de lagos em granito. Fazem parte do património edificado a igreja, o coreto, o lago do repuxo, o chafariz monumental, a gruta do Presépio, as capelas da Paixão de Cristo, o albergue dos peregrinos e outros edifícios anexos.

No âmbito de um projecto do PROSEPE – Programa de Sensibilização e Educação Florestal da População Escolar, os Clubes da Floresta do distrito de Coimbra definiram um percurso botânico constituído por 38 espécies de árvores, devidamente identificadas com uma placa onde constam os nomes vulgar e científico da espécie, a sua origem, bem como o nome e logótipo do clube da floresta responsável pela conservação desse exemplar.

 

Vales do Alva e Alvôco

As potencialidades associadas aos rios Alva e Alvôco fazem, dos vales com o mesmo nome, as delícias dos turistas que ali acorrem, bom como das populações residentes, que mais parece estarem no paraíso. Ao longo das suas margens abundam espécies raras de fauna e flora, onde é também possível contemplar antigos moinhos e ancestrais sistemas de irrigação. É um cartaz turístico singular e com grande valor paisagístico. Um valor desde cedo reconhecido pelas populações autóctones que se fixaram nas suas margens e zonas ribeirinhas. Vestígios arqueológicos dão conta da provável presença de árabes e romanos em terras dos vales do Alva e Alvôco, em especial Avô e Alvôco de Várzeas.

Se a primeira localidade tem estampada toda a sua história, num centro histórico onde é possível contemplar as ruínas de um castelo, construções medievais e casas com grande significado como a de Brás Garcia de Mascarenhas, a ponte de um só arco sobre o rio Alva e vestígios de uma calçada romana; em Alvôco de Várzeas as atenções fixam-se na magnífica Ponte Românica de dois arcos de estilo gótico, construída no século XIV, e já classificada como Património Nacional.

Indissociável da beleza dos rios e suas margens está o momento em que os leitos de cruzam. É sob a ponte que tem três entradas que tal feito acontece, apresentando-se como uma real maravilha da natureza. No correr de toda a zona ribeirinha dos dois vales é possível encontrar vários espaços de lazer e contemplação da natureza. Apresentam-se como praias fluviais e, especialmente, na época estival, são responsáveis pela atracção de muitos turistas ao concelho. Por força da acção humana e da natureza, a qualidade dos cursos de água por vezes não é a mais desejável, pese embora os recentes investimentos em cada um dos espaços. 

Capela dos Ferreiros 

"Adossada à barroca igreja matriz de Oliveira do Hospital, a capela dos Ferreiros é um dos mais importantes espaços funerários góticos nacionais, pela relevância das obras que encerra, mas também por ser das poucas capelas sepulcrais baixo-medievais de iniciativa privada que se conservou até aos dias de hoje". É desta forma que o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) identifica o monumento datado do século XIV e que integra o património histórico arquitectónico do concelho de Oliveira do Hospital.

Mandada construir por Domingos Joannes, por volta de 1379, o pequeno templo – classificado Monumento Nacional desde 1936 – contém os túmulos do fundador e da mulher, Domingas Sabachais, uma estátua de um cavaleiro, e ostenta ainda um expressivo retábulo gótico policromado em pedra e, por isso, de grande valor artístico. A Capela dos Ferreiros, que já suscitou a publicação de dezenas de livros e a curiosidade de vários historiadores, foi levantada entre os séculos XIV e XV. Pena é que tão bela maravilha não seja facilmente visitada, uma vez que por ter sido vandalizada por alguns visitantes, o espaço encontra-se fechado, devendo quem o queira apreciar, solicitar previamente a abertura do templo ao pároco local. A falta de promoção do espaço e de uma estratégia para a sua recuperação inviabilizam a contemplação e preservação do seu interior. São de Miguel Torga as palavras: "Quem quiser ver a Idade Média ao natural venha aqui a esta espantosa capela dos Ferreiros. A cavalaria, a religião e o amor, tudo na sua pureza natural".

 

Igreja de São João de Lourosa

Objecto de variadíssimos estudos e referências em obras nacionais e estrangeiras, a Igreja de São Pedro de Lourosa é identificada pelo IPPAR como "um dos mais incompreendidos monumentos pré-românicos em território nacional". A caminho da comemoração dos 1100 anos da sua edificação – o ano 912 é referenciado como o da sua construção – o templo contou, até ao momento, com três distintos projectos de restauro. No entanto, como reconhece o IPPAR "as últimas décadas acentuaram os pretensos pro vincianismo, ruralidade e pouca relevância estilística da obra, percurso historiográfico descendente que, na verdade, está bem longe de corresponder à realidade".

É reconhecidamente um dos mais importantes monumentos da Península Ibérica que, para além de constituir um valiosíssimo testemunho histórico da arquitectura moçárabe, simboliza a primeira explosão arquitectónica do cristianismo em terras ocupadas pelos árabes. Pena é, que para aceder ao seu interior, o visitante tenha que tocar o sino, para que a "guardiã do templo" ali acorra para uma espécie de "visita guiada". "Mil anos certos fizestes Igreja de Lourosa no dia 1 de Janeiro de 1912! Mil anos mais te protejam e coroem a tua eterna juventude", pode ler-se numa lápide afixada no adro da Igreja de Lourosa. Para a comemoração dos 1100 anos da sua construção, a Câmara Municipal, através de um projecto orçado em 450 mil Euros recuperou o este espaço, dignificando a sua historicidade.

 

Conjunto Romano da Bobadela

Embora se trata de uma zona rural, é na localidade de Bobadela que é possível dar de caras com um importante centro urbano edificado pelos romanos, por volta dos séculos I-IV d.C., tal como comprovam os vestígios arqueológicos que restam daquela a que na altura chamaram "splendidissimae civitati". Construído na segunda metade do século II, o Arco Romano, um dos ex-libris da Bobadela classificado como Monumento Nacional, apresenta-se como a entrada para o fórum, um espaço que já beneficiou de um projecto de recuperação e que reporta a todo o conjunto romano.

Foi igualmente inaugurado o Centro de Interpretação das Ruínas Romanas da Bobadela, assim como a recuperação do anfiteatro romano da segunda metade do século I/II, possivelmente destruído por um incêndio no século IV, como sugerem as cinzas depositadas sobre a camada de areão no solo romano da arena. Todo este legado histórico tem levado longe o nome da Bobadela, impondo-se como uma maravilha de visita obrigatória.

Outras Maravilhas:

A riqueza paisagística é, na realidade, a maior "Maravilha" de que o concelho de Oliveira do Hospital beneficia em cada uma das suas 21 freguesias. Associado à beleza natural surgem edificações antigas com grande significado histórico e que perpetuam a acção de antepassados que marcaram a vivência de cada local. De cariz religioso, cultural, senhorial são vários os espaços espalhados pelo concelho, alguns reconvertidos em unidades turísticas rurais, outros pertença de privados e, outros ainda à espera da tão merecida requalificação e dignificação.

A par destas, há também registo de vestígios arqueológicos, como antas e vários cruzeiros visíveis em vários locais. Rico em fontanários e coretos, o concelho beneficia em cada uma das suas freguesias de outros legados históricos naturais e edificados. São disso exemplo, na freguesia de Ervedal da Beira, as palheiras dos Fiais, um conjunto de 75 construções de pedra solta cobertas com telha em canudo que, dado o abandono a que foram votadas, carecem de uma requalificação urgente. A imponente Lage Grande que se ergue bem no centro da localidade de Meruge é de certo outra das maravilhas locais, a par da estação arqueológica de São Bartolomeu, onde foi descoberto um interessante conjunto de sepulturas antropomórficas e outros vestígios.

O centro histórico da cidade, os espaços museológicos do concelho e outras maravilhas não referenciadas, certamente, não passarão indiferentes aos olhares atentos de quem se propõe, a visitar o nosso concelho.

sinto-me:

publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 14:30
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Da Cavalgada ao Galope...

Câmara de Oliveira do Hospital vai contrair empréstimo de cinco milhões de Euros

 
A oposição aprovou a proposta, que agora terá que ser ratificada em Assembleia Municipal.

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital vai contrair um empréstimo de cinco milhões de Euros para a realização de obras. O pedido de propostas às instituições bancárias com “assento na praça oliveirense” foi hoje aprovado, por unanimidade, em reunião pública do executivo. No final do ano passado, 90 por cento do endividamento municipal global, que era aproximadamente de dois milhões de euros, estava relacionado com empréstimos financeiros contraídos junto da banca.


Estruturação do novo espaço da feira, beneficiação da estrada Oliveira do Hospital – Felgueira Velha, recuperação do Anfiteatro da Bobadela, beneficiação de estradas municipais, obras de saneamento e abastecimento são alguns dos projectos que motivam o endividamento de cinco milhões de euros (um milhão de contos) a que a Câmara Municipal se propõe, devendo o mesmo ser amortizado num período de vinte anos. O município prevê ainda a execução de outros projectos como a Biblioteca Municipal, a requalificação do Largo Ribeiro do Amaral, centro histórico e outras artérias da cidade.

 

 

Fonte: Correio da Beira Serra.


publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 17:12
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Diagnóstico da cidade

Os problemas detectados em Oliveira do Hospital apontam, genericamente para, fraca atractividade e deficiente conforto urbano da área mais central do núcleo histórico, dificuldades de estacionamento, má iluminação pública, irregularidade dos pavimentos, desadequação do mobiliário urbano, fios e postes de electricidade e telefone instalados de forma anáquica, utilização indiscriminada de materiais inadequados, sistemas de infra-estruturas em deficiente estado de conservação, utilização aberrante de cores nas fachadas dos edifícios.

As áreas edificadas apresentam usos e/ou estados de conservação incompatíveis com as necessidades dos tempos modernos e o aproveitamento integral do espaço urbano, tais como abandono físico e funcional do espaço residêncial, envelhecimento da população residente, predomínio do pequeno comércio, tradicionalista e precário nos objectivos.      


publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 15:16
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Apresentação - Introdução

1. Introdução  

    A nossa proposta de trabalho subordinada ao Tema: " Requalificação e valorização do Centro Histórico de Oliveira do Hospital pretende ser uma reflexão no âmbito de um concurso escolar organizado pela Universidade de Aveiro e a Associação Portuguesa de Planeadores de Território, designado por Cidades Criativas. O tema por nós escolhido enquadra-se nos objectivos definidos pelo Ministério da Educação para a Área de Projecto, em particular, pela natureza interdisciplinar e transdisciplinar do trabalho, pela procura " da realização de projectos concretos, com o fim de desenvolver nos alunos uma visão integradora do saber, promovendo a sua orientação escolar e profissional e facilitando a sua aproximação ao mundo do trabalho, e ainda, pela craição de oportunidades que aproximem a escola da comunidade e da sociedade em que esta se insere". A Requalificação Urbana é uma área relativamente recente do Planeamento Local que está associada à evolução da disciplina do Urbanismo, ao interesse crescente pelo património histórico e ao processo de desindustrialização das cidades. Trata-se, portanto, de uma forma de actuação associada à cultura urbana e à capacidade de atracção e desenvolvimento sustentável dos territórios, tendo em vista a regeneração dos tecidos físicos e sociais. A requalificação no contexto urbano será, mais do que um processo ou uma forma de actuação, um objectivo, um desejo.

   Pode dizer-se que a cidade do século XXI já está desenhada. Cabe ao urbanista a formulação de estratégias de intervenção nessa cidade, modernizando-a, conferindo-lhe novas qualidades que correspondem a novos desejos sociais. Como tal, a Requalificação Urbana é uma das áreas do Planeamento Local com maior desenvolvimento e pode ser vista como um ponto de convergência para outras ciências tais como a Sociologia Urbana, a Geografia, o Ordenamento do Território, o Paisagismo e a Economia Urbana.

   O propósito desta disciplina é, então, apresentar uma visão contemporânea do Urbanismo, com particular ênfase para a utilização do desenho como forma de actuação em tecidos sociais complexos. Nesta disciplina há, assim, ocasião para integrar muitos dos conhecimentos anteriormente adquiridos.

A disciplina está organizada para uma vertente prática, com apoio teórico como suporte da intervenção a desenvolver. Prioridade à vertente prática facilitadora do envolvimento dos participantes.

   A interacção dos estudantes entre si e com investigadores e técnicos com experiência na área da Gestão Urbanística será estimulada.

 

2. Objectivos

2.1.            Sensibilização para os valores do Ambiente e Cultura associados ao espaço urbano e à requalificação;

2.2              Preparação para a intervenção de requalificação urbana, desde a escala do território (opções estratégicas) até ao contexto de desenho urbano;

2.3              Desenvolvimento de linguagens compositivas que incorporem conhecimentos teóricos relevantes (percurso ideológico);

2.4              Estabelecer elos comparativos entre as matérias leccionadas nas aulas teóricas e os exercícios desenvolvidos nas práticas (metodologias, resultados, etc).


publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 14:33
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Remodelação do centro da cidade

 

Vista parcial do Jardim da Cidade

 

Segundo o grupo de estudo, criado no municipio de Oliveira do Hospital, a zona central, do actual Jardim da Cidade, vai ter um silo subterranêo para viaturas.

Este é apenas um dos aspectos da obra que a Câmara pretende lançar, que irá requalificar o largo Ribeiro do Amaral, a Av. 5 de Outubro, rua General Santos Costa e rua Prof. Santos Varela.

A estimativa orçamental é de 2 mihões e setecentos e cinquenta mil euros, que irá também alterar algumas infra-estruturas, como saneamento, águas, rede eléctrica e telefónica.


publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 14:52
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

As maravilhas de Oliveira do Hospital

 

 
A riqueza paisagística é, na realidade, a maior "Maravilha" de que o concelho beneficia em cada uma das suas 21 freguesias. Associado à beleza natural surgem edificações antigas com grande significado histórico e que perpetuam a acção de antepassados que marcaram a vivência de cada local. De cariz religioso, cultural, senhorial são vários os espaços espalhados pelo concelho, alguns reconvertidos em unidades turísticas rurais, outros pertença de privados e, outros ainda à espera da tão merecida requalificação e dignificação.

A par destas, há também registo de vestígios arqueológicos, como antas e vários cruzeiros visíveis em vários locais. Rico em fontanários e coretos, o concelho beneficia em cada uma das suas freguesias de outros legados históricos naturais e edificados. São disso exemplo, na freguesia de Ervedal da Beira, as palheiras dos Fiais, um conjunto de 75 construções de pedra solta cobertas com telha em canudo que, dado o abandono a que foram votadas, carecem de uma requalificação urgente. A imponente Lage Grande que se ergue bem no centro da localidade de Meruge é de certo outra das "Maravilhas" locais, a par da estação arqueológica de São Bartolomeu, onde foi descoberto um interessante conjunto de sepulturas antropomórficas e outros vestígios.

O centro histórico da cidade e das várias freguesias, os espaços museológicos do concelho e outras "Maravilhas" não referenciadas, certamente, não passarão indiferentes aos olhares atentos de quem se propõe, no feriado municipal, a participar no concurso "As 7 Maravilhas de Oliveira do Hospital", organizado pela Sociedade de Recreio e Cultura dos Povos de Galizes e Vendas de Galizes, no âmbito do Gavendarte 2007.

Post by:
André Feiteira
Ânia Gonçalves
Micha Vansant

publicado por caixinhas_luminosas_ohp às 14:33
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